Coito Programado

Quando um casal encontra dificuldades para engravidar de maneira natural, o primeiro passo é procurar por um especialista em reprodução assistida para que uma avaliação médica minuciosa seja realizada. 

Essa avaliação inclui uma anamnese detalhada, que avalia informações como histórico de vida do casal, doenças familiares, casos de infertilidade na família, entre outras, além de uma série de exames, como os que analisam as taxas hormonais de homens e mulheres ( FSH, LH, TSH, T4 livre e prolactina), espermograma completo, histerossalpingografia, avaliação da reserva ovariana, ultrassom transvaginal para avaliação de útero e ovários e sorologias do casal (sífilis, HIV, rubéola, toxoplasmose, entre outras doenças infecciosas). 

Constatado que um dos parceiros, ou ambos, possui um problema que esteja causando a dificuldade de formar uma família, o médico indicará as possíveis opções de tratamento. Uma delas pode ser o coito programado. 

O que é coito programado? 

O coito programado é considerado um tratamento de baixa complexidade que consiste na realização da indução da ovulação por meio de medicamentos, com acompanhamento ultrassonográfico. 

O tratamento se inicia no segundo ou terceiro dia do ciclo menstrual, quando é realizado o primeiro ultrassom transvaginal. Nesta fase, o exame é feito para avaliar a saúde dos órgãos reprodutivos da mulher, ou seja, se existe algum cisto no ovário remanescente do ciclo menstrual anterior e se no interior do útero existem pólipos, miomas  ou outras situações que poderiam alterar as taxas de sucesso do tratamento.  

Neste primeiro ultrassom, os ovários devem ter pequenos cistos que medem no máximo 6 mm, chamados de folículos pré antrais. Os folículos são pequenas estruturas que abrigam os óvulos, que são liberados quando a mulher ovula.  

Estando tudo dentro do esperado com a saúde da mulher, ela passa a receber as medicações hormonais, que podem ser administradas oralmente ou por meio de injeções subcutâneas, para estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Este é um tratamento individualizado e o tipo de medicamento, bem como a dosagem utilizada, dependem de cada caso. No decorrer do tratamento, são realizadas ultrassonografias, geralmente a cada dois ou três dias, para acompanhar o crescimento dos folículos. 

Quando os folículos alcançam o tamanho ideal (cerca de 18 mm), ou seja, o período ovulatório, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas. O ideal é que sejam estimulados entre 1 e 3 folículos para evitar a probabilidade de uma gestação múltipla. 

Nesse período, o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. Deste modo, o tratamento permite prever em qual dia do ciclo a mulher terá maior chance de engravidar.  

Desconforto abdominal, cólicas leves, inchaço, irritabilidade, dor nas mamas e de cabeça são reações comuns aos medicamentos hormonais usados no tratamento de coito programado. Não há, porém, risco de desenvolvimento de câncer no ovário porque a medicação é administrada por pouco tempo. 

Duração do tratamento 

A duração do tratamento é de, em média, 15 dias. No caso dos medicamentos orais, a ingestão deve acontecer por cinco dias consecutivos, enquanto para os injetáveis pode variar de 8 a 12 dias. 

Depois do período de ovulação, se o casal intensificou as relações sexuais, deve-se esperar 15 dias para realizar o teste de gravidez. Com isso, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação do sucesso ou não do procedimento é de cerca de 1 mês. 

Por que as pessoas optam por esse tipo de tratamento?   

O coito programado é uma técnica considerada pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Além de ter um menor custo, muitos casais buscam e optam por ela, para realizar o sonho de ter um filho. 

São poucas as diferenças entre a concepção espontânea e o coito programado. Na reprodução natural, o óvulo é fecundado nas tubas uterinas, quando o casal mantém relações sexuais durante os dias do período fértil. O que diferencia a gestação natural da gravidez por coito programado é que, nesta técnica de reprodução assistida, há um controle maior dos processos envolvidos para garantir que se obtenha sucesso no tratamento.  

Para quem é indicado?   

As principais indicações para realizar o coito programado são: mulheres que apresentam ciclos sem liberação de óvulos (exemplo: anovulação devido à  síndrome do ovário policístico) e casais que não conseguem manter relações sexuais frequentes no período fértil da mulher.  

Desta forma, é imprescindível que o homem tenha uma avaliação de sêmen normal, assim como a mulher apresente permeabilidade das tubas uterinas e  produção de óvulos. Também é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis.  

Normalmente, são recomendados de três a seis ciclos de coito programado, a depender de cada caso. Caso a gravidez não aconteça, é necessário reavaliar e considerar partir para outro tipo de tratamento, como a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro (FIV). 

Qual a taxa de sucesso?   

O coito programado apresenta uma taxa de sucesso de 18% a 20%, por tentativa, em mulheres abaixo de 35 anos. Porém, essa taxa pode variar, de acordo com algumas situações, como: idade da mulher, tempo de infertilidade, presença de doenças associadas, entre outros fatores que também impactam uma gestação saudável.  

As taxas de sucesso são mais baixas que na FIV, que apresenta entre 30% e 60% de resultados positivos no tratamento de mulheres com menos de 40 anos.. 

Quanto custa o tratamento?   

O valor do tratamento depende de uma série de fatores, como consultas, medicações utilizadas, exames, clínica escolhida para o procedimento, equipe de profissionais e número de tentativas.  

Como escolher uma clínica segura?   

Ao identificar uma dificuldade para conseguir engravidar, o casal deve procurar por uma clínica de reprodução humana. Porém, essa busca deve ser feita com base em critérios importantes, como formação e experiência do corpo clínico, infraestrutura oferecida, capacitação da equipe multidisciplinar que atua junto aos pacientes, entre outros. Vale também conversar com pessoas que realizaram o tratamento no local e pedir que elas avaliem como foi o procedimento, desde a primeira consulta até o resultado do tratamento, tenha sido ele positivo ou negativo.  

Qual a clínica indicada para o procedimento em São Paulo?  

O Centro de Reprodução Humana Santa Joana tem como objetivo oferecer aos pacientes um tratamento que atenda a critérios internacionais de qualidade, sem deixar de lado a humanização e o acolhimento, também fundamentais durante o tratamento de reprodução assistida.  

O centro possui uma equipe multidisciplinar qualificada que acompanha a paciente e o casal em todas as etapas do tratamento – corpo clínico, embriologistas, equipe de enfermagem, além de apoio psicológico e nutricional. 

Além disso, o Centro de Reprodução Humana Santa Joana possui um centro cirúrgico e laboratório completo de reprodução assistida, com incubadoras de última geração, como a que possui a tecnologia time-lapse. Esta tecnologia possui sistema de monitoramento do crescimento embrionário sem necessidade de manipulação, o que torna o processo ainda mais seguro para o embrião.  

A instituição é certificada pela Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida, a RedLara, devido aos protocolos adotados que garantem segurança e maior taxa de sucesso no tratamento. Esta acreditação é entregue às clínicas que cumprem com rigor todos os requisitos exigidos pela instituição.  

Quais os outros tipos de tratamento de reprodução assistida? 

Conforme dito anteriormente, o coito programado é um tratamento de baixa complexidade que pode não atingir o objetivo esperado, que é a conquista de uma gestação de sucesso. 

Quando, depois de três tentativas, o casal não conseguiu engravidar, deve-se avaliar partir para outras técnicas, como a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro. 

A inseminação intrauterina consiste na introdução dos espermatozoides dentro do útero com o intuito de aumentar as chances de fecundação. Por meio desta técnica, o encontro entre gametas e óvulos acontece no período fértil da mulher, que pode ser potencializado pelo uso controlado de hormônios. 

Trata-se de uma técnica indicada especialmente quando o homem tem espermatozoides mais lentos ou que não sobrevivem por muito tempo após a ejaculação, e para reprodução de casais homoafetivos femininos e mulheres solteiras que desejam uma produção independente.  

Já a fertilização in vitro consiste na fecundação (encontro do espermatozoide com o óvulo) em laboratório. O embrião formado é posteriormente transferido ao útero para ser gestado.  

Em ambos os casos, o médico é quem pode avaliar qual a técnica mais adequada para o casal.