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Fatores
masculinos

SISTEMA REPRODUTOR

Em um homem adulto, a formação dos espermatozoides (espermatogêneses) nos testículos é feita continuamente.

Uma célula germinativa (célula não especializada) necessita de aproximadamente 90 dias para se desenvolver e formar um espermatozoide maduro e ser levado para o epidídimo (órgão adjacente ao testículo). No epidídimo eles são armazenados até o momento da ejaculação.

Após a passagem pelo epidídimo, o esperma é levado por canais (vasos deferentes), passando pela próstata e se juntando com o líquido produzido pelas vesículas seminais para formar o líquido seminal. No momento da ejaculação, esse líquido percorre o canal urinário (uretra) até ser eliminado para o exterior. A capacidade de liberação de uma quantidade adequada de esperma na vagina da mulher é um fator muito importante para a fertilidade masculina. Qualquer alteração nesse mecanismo de emissão e/ou produção pode levar ao processo de infertilidade.

Um motivo muito comum para alteração na produção seminal é o aumento da temperatura corporal gerado pelo quadro febril prolongado ou pela exposição ao calor excessivo, feitos de modo crônico (ex.: banhos quentes, banheiras, dentre outros) que podem reduzir a produção de espermatozoides, a capacidade de movimentação e aumentar a quantidade de espermatozoides com formato alterado no sêmen.

A formação dos espermatozoides é mais adequada em torno dos 35°C, uma temperatura um pouco inferior à temperatura corporal basal. Esse é o motivo da localização dos testículos na bolsa testicular (escroto) e da capacidade de aproximação e afastamento do corpo para poder manter um mecanismo regulatório da temperatura

VARICOCELE

A Varicocele é a causa de infertilidade masculina mais frequente, apesar de 2/3 dos portadores serem férteis. Consiste em uma dilatação anormal das veias que drenam os testículos – aproximadamente 80 a 95% dos casos estão somente do lado esquerdo e 10 a 20% são bilaterais. Raramente se apresenta isoladamente no lado direito.

Ainda menos comumente encontrado, existe a anomalia chamada ejaculação retrógrada, em que o sêmen segue uma direção contrária ao normal, refluindo para o interior da bexiga. Esta alteração é encontrada normalmente nos homens submetidos a grandes cirurgias pélvicas, principalmente de próstata, nos diabéticos e ainda nos homens que possuem alterações no funcionamento dos nervos.

Possui 3 graus:

GRAU I

Consegue-se palpar apenas durante a manobra de força abdominal;

GRAU II

Consegue-se palpar
sem dificuldades;

GRAU III

O diagnóstico é realizado apenas com o exame visual.

O diagnóstico deve ser baseado no exame físico e em exames subsidiários, sendo mais largamente difundido o US com Doppler de bolsa testicular.

O tratamento dessa afecção é cirúrgico e a conduta pode ser tomada em adultos com alterações seminais, assimetria ou hipotrofia testicular (diminuição do volume) e em pacientes com varicocele grau III associado também a alterações seminais. A técnica mais utilizada é a sub-inguinal com magnificação.

A correção de varicocele consiste em uma técnica cirúrgica, por meio de uma pequena incisão na região inguinal e abordagem microscópica para verificação dos vasos dilatados e preservação das outras estruturas.

AZOOSPERMIA

A azoospermia (ausência total de espermatozoides na ejaculação) é uma situação que aparece quando temos um distúrbio grave de produção nos testículos ou de um processo obstrutivo no sistema de drenagem dos espermatozoides (ex.: ausência dos vasos deferentes ou vasectomia). A ausência de frutose (um açúcar produzido pelas vesículas seminais) no sêmen pode indicar um processo obstrutivo.

O tratamento consiste na captura de espermatozoides no epidídimo ou testículo, com punção ou abordagem cirúrgica com microscopia. As técnicas são utilizadas conforme a causa de azoospermia.

Assim, podemos
descrever:

AZOOSPERMIA OBSTRUTIVA

Gerada por processos obstrutivos congênitos ou adquiridos – ex.: vasectomia, ausência dos deferentes, pós-cirúrgicas, obstruções congênitas (MESA, PESA, TESE, TESA).

AZOOSPERMIA NÃO OBSTRUTIVA

gerada pela falência da produção testicular de espermatozoides. Essa situação pode ser causada por problemas intrínsecos dos testículos ou pela diminuição da produção central de hormônios que estimulam o funcionamento testicular (TESE, TESA).

POSSÍVEIS TRATAMENTOS

MESA (Microsurgical
Epididymal Sperm Aspiration

Primeira técnica de recuperação utilizada. Consiste em uma técnica cirúrgica de extração espermática com pequena abertura do epidídimo.

PESA (Percutaneous
Epididymal Sperm Aspiration)

Consiste na captura de espermatozoides por punção
dos epidídimos

TESE (Testicular
Sperm Extraction)

Técnica de recuperação de espermatozoides por biópsia aberta.

TESA (Testicular
Sperm Aspiration

Técnica de recuperação espermática intratesticular por punção.

Microtese (Microdissection
Testicular Sperm Extraction)

Técnica de recuperação de espermatozoides por microcirurgia.

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